Inteligência Artificial ameaça liberdade do voto e impõe desafios inéditos para a Justiça Eleitoral, diz Cármen Lúcia

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, fez novos e contundentes alertas nesta terça-feira (9) sobre os impactos do avanço da inteligência artificial (IA) nos pleitos eleitorais. 

Durante participação em um debate sobre o tema, com informações publicadas pelo jornal O Globo, a magistrada pontua que a tecnologia impõe desafios sem precedentes ao Poder Judiciário, tanto no Brasil quanto no exterior, ao ameaçar a livre escolha dos cidadãos e a própria estabilidade democrática.

Conforme apontado pela ministra, um dos maiores obstáculos enfrentados pelos tribunais é o descompasso entre a velocidade de disseminação de conteúdos sintéticos e a capacidade de resposta das instituições de controle.

“Pelo fato da velocidade, quando a própria pessoa interessada diretamente tem ciência daquilo e toma providência de comunicar aos órgãos responsáveis que é preciso providência judicial, já se disseminou”, pondera Cármen Lúcia, ressaltando o esforço do Judiciário ao ser instado por partes que se sentem prejudicadas e por entidades que temem pela integridade do sistema de votação.

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