Diretor do Sou Mais Vitória explica criação do Mirante após ingressos esgotarem para final do Nordestão

A rápida lotação do Barradão para a final da Copa do Nordeste fez o Vitória buscar uma alternativa para incluir os sócios-torcedores que não conseguiram realizar o check-in e garantir um espaço no estádio. Em entrevista ao BN na Bola na última terça-feira (9), Éder Miranda, diretor estatutário do programa de sócios Sou Mais Vitória, explicou como surgiu a ideia do Mirante do Vitória, espaço criado para que rubro-negros acompanhassem a decisão vencida pelo Leão no último sábado (6).

Segundo Éder, o projeto nasceu justamente da alta demanda por ingressos para a final. O dirigente afirmou que já esperava uma grande procura dos sócios, mas se surpreendeu com a velocidade do esgotamento.

“O mirante acabou sendo uma ideia que surgiu a partir dos esgotamentos dos ingressos muito rápidos, sendo bem honesto. Eu sabia que tinha uma grande chance da gente esgotar os ingressos da final só com sócios, mas não achei que em 48h isso ia acontecer. A ideia do mirante surgiu meio bruta e a gente compartilhou com Fábio, que lapidou a ideia e a gente conseguiu fazer uma forma do torcedor que não fez check-in para o jogo se sentir fazendo parte da festa. O mirante deu a ideia do torcedor estar dentro do clube”, afirmou.

O espaço foi utilizado como uma extensão da experiência de jogo para torcedores que ficaram fora da capacidade do estádio. De acordo com Éder, o local poderia receber um público ainda maior.

“Caberiam oito mil pessoas lá tranquilamente. Foi muito bacana. Temos feito algumas outras ações para tentar fazer essa conexão. A gente criou junto com o marketing as embaixadas do Vitória em outras cidades. Temos muito torcedor fora de Salvador e fora da Bahia”, explicou.

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Durante a entrevista aos apresentadores Hugo Araújo e Sara Santos, Éder também destacou que o crescimento do programa de sócios exige novas formas de relacionamento com o torcedor, especialmente em momentos de grande procura por ingressos.

O diretor do Sou Mais Vitória afirmou que, com o Barradão cheio, o clube precisa ampliar as ferramentas de conexão com a torcida. Uma das iniciativas citadas foi a criação das embaixadas rubro-negras em outras cidades, voltadas principalmente para torcedores que vivem fora de Salvador e da Bahia.

“O Vitória vai jogar no Rio Grande do Sul: eu tenho uma embaixada lá e a gente leva esse torcedor para o hotel. Ele interage com o elenco, tira foto, a gente leva brindes. As crianças que moram fora podem entrar em campo nos jogos fora de casa. Eu faço esse tipo de conexão para não ficar com o campo. Com o campo eu já enchi o estádio, então preciso de outras formas. Vamos tentando criar essas outras ferramentas”, concluiu.

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