Candidato à reitoria da Universidade Federal da Bahia, Penildon critica uso de canais institucionais para ataques a adversários

O candidato a Reitor da Ufba Penildon Filho condenou em suas redes sociais a utilização de canais oficiais da universidade, no último dia 22, com finalidade político-eleitoral. Segundo ele, houve uso indevido da instituição no processo eleitoral, com o objetivo de prejudicá-lo e favorecer o candidato apoiado pela Reitoria, João Carlos Salles.

Em carta aberta, o candidato Penildon Silva afirma que a conduta configura abuso de poder político. “A Reitoria, enquanto órgão de administração superior, deveria manter-se equidistante da disputa eleitoral, sob pena de desequilibrar o certame e ferir o princípio da igualdade de oportunidades entre as candidaturas”, declarou.

Segundo Penildon, a pluralidade é um valor essencial da vida universitária. Ele defende que a universidade deve ter a possibilidade de escolher outros projetos, visões e lideranças. “O que se observa por parte da administração central, infelizmente, é uma tentativa de inviabilizar a apresentação de um projeto alternativo, representado pela chapa ‘Mais UFBA: Sua Voz Importa’, que propõe mudanças e a não perpetuação de um mesmo grupo político”, analisou.

Na avaliação de Penildon, os termos utilizados na nota da Reitoria extrapolam os limites da urbanidade. “Ao caracterizar minha atuação como eleitoreira, com ‘promessas milagrosas’, e ao utilizar expressões como ‘deplorável’ e ‘incoerência ética grave’, além de insinuar desrespeito aos princípios da administração pública, a nota se configura, na prática, como peça de campanha do candidato concorrente, ainda que veiculada por canal institucional”, criticou.

Sobre a assistência estudantil, o candidato afirmou que, apesar das restrições orçamentárias, o debate sobre a eficiência na gestão de recursos é legítimo em qualquer processo eleitoral. “Cabe à comunidade avaliar se as críticas são procedentes. A própria UFBA já antecipou, em anos anteriores, o pagamento de bolsas de janeiro para dezembro, o que demonstra que não se trata de novidade ou ‘milagre’”, explicou.

Penildon também criticou o uso da estrutura institucional em benefício da chapa do ex Reitor Salles. “É público que o reitor atual gravou vídeo em apoio a outro candidato. No entanto, utilizar um espaço institucional para me atacar e, com isso, favorecer seu candidato de preferência, é um ato inadmissível e ilegal. Além disso, membros da gestão que assinam o documento também participam de materiais de campanha, tanto impressos quanto digitais, do candidato apoiado”, afirmou.

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