Empresário é morto em assalto após PM o confundir com criminoso em SP, alega esposa da vítima

domingo, 29/03/2026 – 18h20

A esposa do empresário Celso Bortolato de Castro, de 58 anos, contestou a versão apresentada pela Polícia Militar de São Paulo sobre a morte do marido durante uma tentativa de assalto no bairro do Butantã, na zona oeste da capital paulista. Segundo ela, não houve troca de tiros e o empresário teria sido confundido com um dos assaltantes por um policial de folga. O caso ocorreu neste sábado (28).

“Não teve confronto de tiro. \[…\] Ele atirou e imaginou que ele era o bandido”, afirmou a mulher, que preferiu não se identificar.

De acordo com o G1, o casal foi abordado por dois suspeitos armados enquanto estava em uma motocicleta. A mulher disse que conseguiu correr, retirar o capacete e, em seguida, ouviu disparos vindos de trás. Ao perceber o que havia ocorrido, afirmou ter alertado o policial de que a vítima era seu marido.

“O que você fez? É o meu marido’. Só que ele já tinha desferido dois tiros, um na nuca e outro nas costas, porque meu marido estava de costas”, relatou.

A esposa informou ainda que Celso trabalhava no ramo de seguros, morava no bairro do Bom Retiro e havia saído para um passeio de moto após um almoço em São Roque, no interior paulista. Segundo ela, o trajeto pelo Butantã não era habitual.

A ocorrência foi registrada como resistência, morte decorrente de intervenção policial, homicídio culposo e tentativa de roubo, e é investigada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.

VERSÃO DA PM
Segundo a Polícia Militar, um agente de folga presenciou o momento em que dois homens em uma moto anunciaram o assalto ao casal. Ainda conforme a corporação, houve troca de tiros entre o policial e os suspeitos.

A PM informou que o empresário e um dos assaltantes foram baleados e morreram após serem socorridos. Um segundo suspeito conseguiu fugir.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou, em nota, que todas as ocorrências com morte decorrente de intervenção policial são investigadas com acompanhamento das corregedorias, do Ministério Público e do Judiciário.

As armas do policial e do suspeito foram apreendidas para perícia. O agente foi liberado após pagamento de fiança, e exames foram solicitados ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML).

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